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domingo, 26 de setembro de 2010

Vírus: de que são formados e como agem

Apomorfias,sinapomorfias,plesiomorfias e simplesiomorfias

Apomorfias: características atuais que são derivadas de características primitivas de uma espécie ancestral. 

Sinapomorfias: o prefixo "sin" indica que uma determinada apomorfia é compartilhada por um determinado  grupo. Ex.: as mamas nos mamíferos. 

Plesiomorfias:  são características primitivas. Ex.: a ausência de coluna vertebral é uma característica plesiomórfica, enquanto que a presença é uma característica apomórfica


Simplesiomorfias: São características plesiomorficas compartilhadas por dois ou mais grupos. Ex.: A presença de cinco dedos nos humanos e nos lagartos é uma característica simplesiomórfica, pois é compartilhada por ambos e por seus antepassados. 

Autapomorfias nada mais é do que uma apomorfia, ou seja um caracter atual presente em apenas um táxon dentro de um grande agrupamento. Ex.: asas nos morcegos. A existência de asa é compartilhada entre os morcegos (autapomorfia) mas, não entre os morcegos e os mamíferos, apesar dele ser um mamífero. 

Explicações e implicações:  o ancestral dos vertebrados era um animal invertebrado ok... se a presença de coluna vertebral é uma apomorfia ou pode dizer sinapomorfia (característica atual compartilhada entre grupos de vertebrados atuais), quando falamos de características atuais derivadas estamos falando de apomorfias, a palavra "derivadas" quer dizer que derivou (e portanto, já não é mais igual ficou diferente) de uma característica que existia, ou seja, uma característica ancestral . Quando uma característica é primitiva, ou seja, existiu no passado (no ancestral) e, que às vezes nem existe mais no grupo atual ela é chamada de característica plesiomórfica. Então a ausência da coluna vertebral é uma característica plesiomórfica. Claro que para invertebrados atuais ausência de coluna vertebral é uma característica atual, no entanto, não posso considerar de sinapomorfia porque essa ausência atual não derivou de presença no passado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Inquilinismo

   O inquilinismo é um tipo de relação ecológica interespecífica entre dois organismo, apenas um sai beneficiado, mas o outro não sofre dano algum. Diferencia do Comensalismo propriamente dito, porque neste um organismo se relaciona com outro para obter alimento, já no inquilinismo o objetivo principal é a proteção e/ou moradia.  A designação usada para relações desse tipo entre plantas é epifitismo. Por exemplo: bromélias que vivem sobre árvores (o objetivo central das bromélias é captar os raios solares).
Fonte:http://escola.britannica.com.br/assembly/134026/O-caranguejo-ermitao-tambem-conhecido-como-bernardo-eremita-e-um


     Em animais também ocorre o inquilismo o exemplo mais conhecido é a relação entre o pepino-do-mar e o peixe agulha ou fieraster, o fieraster esconde-se na cavidade abdominal do pepino-do-mar que por sua vez perdeu parte das vísceras para despistar  um predador que se aproximava. O fieraster se esconde dentro do pepino para poder ficar protegido de predadores, o peixe não causa  nenhum dano ao Echinodermata (o pepino-do-mar) e o Echinodermata serve de abrigo temporário para o peixe. 
     A foto acima, o caranguejo-ermitão ou bernardo-eremita também é um caso de inquilinismo, no qual o caranguejo "vivo" se apossa da concha de um molusco gastrópode que morreu.  Esse exemplo corrobora aquilo que eu havia descrito no início do texto, quando diferenciei Inquilinismo de Comensalismo, como o nome diz inquilinismo vem de inquilino que remete a moradia, abrigo; e não a alimento, esse pequeno crustáceo, apesar de possuir um exoesqueleto se abriga na concha do gastrópode, estrutura mais rígida e eficaz contra a ação de predadores.



Comensalismo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mutualismo, simbiose e protocooperação

    Mutualismo: a própria palavra já diz tudo mútua, ou seja, todo mundo sai ganhando. Um exemplo bem amplo é a relação dos insetos polinizadores e as plantas com flores, o inseto coleta o néctar e de quebra leva o pólen junto ao corpo e quando vai coletar o néctar de outra planta da mesma espécie derruba sem intenção alguma o pólen e assim ocorre a fertilização de grande parte das plantas com flores (foto abaixo).


mutualismo entre insetos e plantas

Fonte:http://www.nutricion-dietas.com/2010/04/25/salud/propiedades-de-la-miel-de-abeja/

     Não há uma diferença bem estabelecida, nesses três tipos de relação ecológica todos os indivíduos envolvidos são beneficiados com a relação. A protocooperação fica fácil de diferenciar da simbiose, pois nela os indivíduos vivem uma relação íntima que ambos são beneficiados, mas não é uma relação obrigatória, alguns autores descrevem a protocooperação como mutualismo facultativo. Exemplo: o bernardo-eremita (um caranguejo) e a anêmona-do-mar, a anêmona protege o crustáceo de ataques de predadores, em troca ela pega uma carona na concha de um molusco e que foi adquirida pelo caranguejo, dessa forma ela tem mais chances de obter alimentos do que se ficar fixa no substrato. Já na simbiose  um necessita do outro para sobreviverem. Como é o caso dos liquens que há uma associação de fungos e algas (alguns autores descrevem esse tipo de relação como  mutualismo obrigatório). O fungo protege e cede alimento para a alga que por sua vez agora pode captar os raios solares e fabricar seu alimento e dividir com o fungo.

Explicações e implicações:
simbiose ou mutualismo obrigatório = relação interespecífica benéfica, permanente para ambos envolvidos e muito íntima podendo um estar dentro do outro; caso do cupim e dos protozoários que quebram a celulose dentro do intestino desse inseto.
Protocooperação ou mutualismo facultativo = relação interespecífica benéfica para ambos envolvidos, no entanto não é obrigatória.

Inquilinismo

Comensalismo






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