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domingo, 6 de dezembro de 2015

Canibalismo


     Essa relação intraespecífica desarmônica ocorre quando um organismo se alimenta de outro da mesma espécie. Isso é visto em diversas espécies de animais; répteis, vespas, gatos da raça siamês. Em aranhas como a viúva-negra que assim como o louva-deus, durante a cópula a fêmea se alimenta do macho, o objetivo é obter nutrientes, em especial as proteínas para poder levar a diante a procriação.
     O canibalismo também é visto em alguns tubarões que ainda no útero da mãe eles se alimentam dos mortos e dos mais fracos. É comum também em cobras, como a sucuri que pode se alimentar de outras cobras menores. Na espécie humana esse tipo de comportamento causa repulsa na maioria da população, fato é que alguns humanos foram acusados de matar e se alimentar de outras pessoas, sendo assim considerado por psiquiatras e psicólogos, um transtorno.

canibalismo em insetos

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Praying_Mantis_Sexual_Cannibalism_European-26.jpg



     Curiosidade: em 1972, um acidente aéreo nos Andes, provocado por uma falha no motor, causou a morte de 29 das 45 pessoas a bordo do avião, para não morrerem de fome, as pessoas que sobreviveram a queda alimentavam-se dos mortos até serem resgatadas, 69 dias após o acidente.


Inquilinismo

Comensalismo









segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Inquilinismo

   O inquilinismo é um tipo de relação ecológica interespecífica entre dois organismo, apenas um sai beneficiado, mas o outro não sofre dano algum. Diferencia do Comensalismo propriamente dito, porque neste um organismo se relaciona com outro para obter alimento, já no inquilinismo o objetivo principal é a proteção e/ou moradia.  A designação usada para relações desse tipo entre plantas é epifitismo. Por exemplo: bromélias que vivem sobre árvores (o objetivo central das bromélias é captar os raios solares).
Fonte:http://escola.britannica.com.br/assembly/134026/O-caranguejo-ermitao-tambem-conhecido-como-bernardo-eremita-e-um


     Em animais também ocorre o inquilismo o exemplo mais conhecido é a relação entre o pepino-do-mar e o peixe agulha ou fieraster, o fieraster esconde-se na cavidade abdominal do pepino-do-mar que por sua vez perdeu parte das vísceras para despistar  um predador que se aproximava. O fieraster se esconde dentro do pepino para poder ficar protegido de predadores, o peixe não causa  nenhum dano ao Echinodermata (o pepino-do-mar) e o Echinodermata serve de abrigo temporário para o peixe. 
     A foto acima, o caranguejo-ermitão ou bernardo-eremita também é um caso de inquilinismo, no qual o caranguejo "vivo" se apossa da concha de um molusco gastrópode que morreu.  Esse exemplo corrobora aquilo que eu havia descrito no início do texto, quando diferenciei Inquilinismo de Comensalismo, como o nome diz inquilinismo vem de inquilino que remete a moradia, abrigo; e não a alimento, esse pequeno crustáceo, apesar de possuir um exoesqueleto se abriga na concha do gastrópode, estrutura mais rígida e eficaz contra a ação de predadores.



Comensalismo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mutualismo, simbiose e protocooperação

    Mutualismo: a própria palavra já diz tudo mútua, ou seja, todo mundo sai ganhando. Um exemplo bem amplo é a relação dos insetos polinizadores e as plantas com flores, o inseto coleta o néctar e de quebra leva o pólen junto ao corpo e quando vai coletar o néctar de outra planta da mesma espécie derruba sem intenção alguma o pólen e assim ocorre a fertilização de grande parte das plantas com flores (foto abaixo).


mutualismo entre insetos e plantas

Fonte:http://www.nutricion-dietas.com/2010/04/25/salud/propiedades-de-la-miel-de-abeja/

     Não há uma diferença bem estabelecida, nesses três tipos de relação ecológica todos os indivíduos envolvidos são beneficiados com a relação. A protocooperação fica fácil de diferenciar da simbiose, pois nela os indivíduos vivem uma relação íntima que ambos são beneficiados, mas não é uma relação obrigatória, alguns autores descrevem a protocooperação como mutualismo facultativo. Exemplo: o bernardo-eremita (um caranguejo) e a anêmona-do-mar, a anêmona protege o crustáceo de ataques de predadores, em troca ela pega uma carona na concha de um molusco e que foi adquirida pelo caranguejo, dessa forma ela tem mais chances de obter alimentos do que se ficar fixa no substrato. Já na simbiose  um necessita do outro para sobreviverem. Como é o caso dos liquens que há uma associação de fungos e algas (alguns autores descrevem esse tipo de relação como  mutualismo obrigatório). O fungo protege e cede alimento para a alga que por sua vez agora pode captar os raios solares e fabricar seu alimento e dividir com o fungo.

Explicações e implicações:
simbiose ou mutualismo obrigatório = relação interespecífica benéfica, permanente para ambos envolvidos e muito íntima podendo um estar dentro do outro; caso do cupim e dos protozoários que quebram a celulose dentro do intestino desse inseto.
Protocooperação ou mutualismo facultativo = relação interespecífica benéfica para ambos envolvidos, no entanto não é obrigatória.

Inquilinismo

Comensalismo






Comensalismo

     Comensalismo é uma relação ecológica, na qual  o organismo comensal  vive em contato íntimo com o outro, para obter seu alimento. Todavia nem causa e nem tem potencial de causar dano ao seu hospedeiro, ou seja, há um relação harmônica interespecífica entre comensal e hospedeiro.

Fonte: http://kids.britannica.com/comptons/art-108155/In-a-commensal-relationship-one-organism-benefits-while-the-other

     O comensal ganha o alimento e o hospedeiro não ganha nada, mas não é prejudicado. Um exemplo de comensalismo é a relação entre a rêmora e o tubarão (imagem acima) a rêmora se alimenta de restos alimentares do tubarão. 


Inquilinismo

 Mutualismo, simbiose e protocooperação





Parasitismo

  O parasitismo é uma  relação não harmônica e interespecífica; parasitas são organismos que em algum momento de seu ciclo de vida habitará o corpo de outro organismo e que são potencialmente capazes de causar dano ao hospedeiro.  Exemplo desse tipo de relação é o carrapato e o gado (imagem abaixo).

Fonte: www.agrogushi.com.br/controle-do-carrapato-no-ms


     O dano ao hospedeiro em si pode ser decorrente; de estruturas que esses parasitas tem para fixação, sucção, ou devido ao movimento para capturar alimento ou ainda por consumir o alimento/nutriente do hospedeiro (ocorre quando há alta carga parasitária em um único hospedeiro).






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