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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Transporte pela membrana plasmática: ativo e passivo

     O transporte de substâncias pela membrana plasmática acontece praticamente o tempo todo. Substâncias entram e saem da célula por poros e por proteínas espalhadas pela membrana.  Há dois tipos de transporte pela membrana: o passivo e o ativo.
     Existem três tipos de transporte passivo, a osmose a difusão simples e a difusão facilitada; mas em todos eles não ocorre gasto de energia por parte da célula. A osmose é a passagem de moléculas de água de uma região menos concentrada -hipotônica- para outra mais concentrada -hipertônica- (quando falo concentrada me refiro a quantidade de soluto) a água é um solvente universal que solve a maioria das substâncias, que torna uma região mais concentrada em menos concentrada...os principais solutos do corpo humano são o sódio e o potássio, o objetivo da passagem da água de uma região hipotônica para uma hipertônica é fazer com que ambas fiquem com o mesmo gradiente de concentração ou seja que ambas as regiões se tornem isotônicas
     A difusão simples é a passagem de moléculas de água e íons, e pequenas substâncias lipossolúveis respeitando o gradiente de concentração, a passagem sempre ocorre do lugar com mais água, íons ou pequenas substâncias lipossolúveis para o que tem menos, o transporte pode haver nos dois sentidos tanto na entrada quanto na saída da célula. A difusão facilitada é a passagem de moléculas maiores (glicose, aminoácidos e sais minerais) através da membrana por meio de proteínas chamadas permeases, essas moléculas até poderiam atravessar a membrana de forma espontânea, mas levariam bem mais tempo do que levam quando atravessam via permeases.
     No transporte ativo ocorre gasto de energia por parte da célula; existem também três tipos: a bomba de sódio-potássio, a endocitose e a exocitose. A bomba de sódio-potássio permite a entrada ou a saída desses íons contra o gradiente de concentração, ou seja, mesmo que o local já tenha maior concentração continua recebendo íons do local com menor concentração graças ao gasto de energia da célula. 
     A endocitose é a entrada na célula de macromoléculas ou até mesmo de outra célula menor, a macromolécula que está envolvida em uma vesícula, liga-se a membrana plasmática e  é liberado no interior da célula, a exocitose é o processo inverso, é a saída de macromoléculas da célula, essa macromolécula é envolvida em uma vesícula que se unirá a membrana plasmática e a macromolécula será liberada no meio externo.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Mapa das regiões biogeográficas



mentebiologica.blogspot.com.br
Fonte: http://www.lepidoptera.datahosting.com.br/mapazoo.htm



Explicações e implicações: lembrando que o México é uma região de transição entre a região neotropical e a região neoártica, a Região Antártida não aparece nesse mapa. As informações de cada região já foram abordadas em outras postagens, LINKS ABAIXO.









quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Genética: dominância completa e incompleta




      Quando Mendel fez experimentos com ervilhas e descobriu os fatores hereditários (hoje chamados de alelos de determinado gene) ele percebeu que na geração de híbridos F1 (heterozigotos)  ocorria apenas uma característica (um fenótipo), por exemplo se na geração parental (P) ocorrer o cruzamento de duas linhagens de plantas uma alta e a outra baixa, como visto na figura abaixo.
               

                                                     Geração Parental P


     Em F1 só haverá plantas altas, ou seja, tem dos tipos de alelos, mas somente um se expressa, nesse caso vou usar o exemplo clássico: onde A é o alelo dominante que se expressa e a é o alelo recessivo que não se expressa em F1, percebe que um alelo domina a expressão do outro, portanto há uma dominância completa porque sempre que eles estiverem juntos apenas um irá se expressar, o fenótipo visível é do alelo dominante, o recessivo só se expressa quanto estiver em homozigose (aa),  seja por meio de fecundação cruzada, seja por autofecundação

  Quadrado de Punett : geração parental P     
                                                                             
Tipos de gametas
A
A
a
Aa
Aa

a
Aa
Aa
 →     4 indivíduos Aa (plantas  altas)
                   ↓
Quadrado de Punett : geração F1
                                                                                                     
Tipos de gametas
A
a
A
AA
Aa

a
Aa
aa




     
→ 1 indivíduo AA (planta alta)
2 indivíduos Aa (planta alta),
1 indivíduo
aa (planta baixa)


geração P : AA  X aa   (fecundação cruzada) duas plantas envolvidas no processo

geração F1: Aa  X  Aa         (autofecundação)  uma única planta envolvida no processo

geração F2: ¼  AA, ½  Aa e ½  aa     resultado dos cruzamentos da  geração F1

     Veja que a proporção em P é igual tanto para o fenótipo (que é a característica apresentada: estatura da planta) quanto para o genótipo (que é a constituição genética), em F1 existe um genótipo heterozigoto, e ocorre apenas um fenótipo ( planta alta), já em F2 tem três genótipos, porém há dois fenotípicos, quanto a proporção genotípica é de 1 : 2 : 1 ou 25% homozigoto dominante, 50% heterozigoto e 25% homozigoto recessivo. Já a proporção fenotípica é cerca de 3 : 1 ou 75% de plantas altas para 25 % de plantas baixas.

     Existem alguns casos de interação entre os alelos na qual não existe dominante e recessivo, os alelos se expressão tanto quando em homozigose quanto quando em heterozigose. Em genética  isso é chamado de dominância incompleta ou ausência de dominância  é o que ocorre na planta chamada popularmente como maravilha, Mirabilis jalapa que tem dois alelos distintos para tal gene, ele determina a cor da flor dessa planta, um dos seus alelos, o alelo FB condiciona o surgimento de flor branca e o outro FV condiciona o surgimento da flor vermelha. A flor da planta é branca quando ambas as plantas que deram origem a ela, possuíam cada uma ao menos um alelo FB   ou por autofecundação de homozigoto (FBFB ), sendo assim o genótipo dessa nova planta FBFB, da mesma maneira que a flor da planta é vermelha quando ambas as plantas que deram origem a ela, possuíam cada uma ao menos um alelo Fv  ou por autofecundação de homozigoto (FvFv ), portanto o genótipo da nova planta é FvFv , que são homozigotos você deve ter percebido, até ai tudo bem. Mas e quando ocorrer heterozigotos? ,ou seja, FBFV como será o fenótipo ? ...ele será intermediário entre os dois fenótipos existentes, a planta terá a flor cor-de-rosa.

                                        Flor maravilha: três fenótipos
geração P :    FBFB   X     FVFV    (fecundação cruzada) duas plantas envolvidas no processo

geração F:    FBFV       X       FBFV (autofecundação)  uma única planta envolvida no processo

geração F:     ¼  FBFB , ½  FBFV  e ¼ FVFV resultado dos cruzamentos da  geração F1

     Veja que em P os genótipos e fenótipos são iguais, em F1 um fenótipo intermediário (flor cor-de-rosa) e em F2 ocorre três genótipos e três fenótipos com prevalência para o heterozigoto (flor cor-de-rosa).

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Darwinismo

     Essa teoria da evolução recebeu esse nome em homenagem a Charles Robert Darwin (1809-1882), esse pesquisador inglês viajou o mundo a bordo do navio H.M.S. Beagle, Darwin era responsável por observar e coletar espécimes de animais e plantas. O principal fundamento do darwinismo é a seleção natural, tema discutido em outra postagem desse blog, sem esquecer da influência das teorias de Malthus que alega uma diferença crucial entre o crescimento das populações e a produção de alimentos, ou seja, as populações crescem bem mais rápido do que  a produção de alimentos. 
    A seleção natural deve ser creditada a Darwin corroborado pelo pesquisador e amigo Alfred R. Wallace (1823-1913); de acordo com Darwin e Wallace as espécies evoluem ao longo do tempo, e a seleção natural é quem direciona as mudanças sofridas pelas espécies. As populações em condições ótimas crescem de forma exponencial, mas quando há limitação de recursos como abrigo, água, alimentos, entre outras, essas populações passam competir pelos recursos; os indivíduos mais adaptados as condições impostas pelo ambiente terão mais chances de sobreviver e de gerar descendentes (definição de seleção natural).  O acúmulo sucessivo de determinadas características levariam a origem de novas espécies.

    E assim Darwin publica sua mais polêmica e impactante obra: A origem das espécies.

Explicações e implicações: Darwin percebeu que dentro de uma população existem variações nas características e que algumas dessas são herdadas pelos descendentes, no entanto ele não conseguiu explicar o que causava essas variações. Hoje sabemos que as variações nas características são causadas pela recombinação gênica e pelas mutações, tema também discutido em outra postagem, assim o Darwinismo se tornou incapaz de explicar a evolução.





Mutações, seleção natural e evolução





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